Funcionários denunciam falta de medicamentos e superlotação no HGE’

Diretora da unidade nega problema e justifica dizendo que remédios estão sendo distribuídos de forma racionada

 

Jamylle Bezerra

28/08/2013

 

Uma funcionária do Hospital Geral do Estado (HGE) denunciou, na manhã desta quarta-feira (28), a falta de medicamentos e a superlotação na área vermelha da unidade de saúde. Conforme a denúncia, enviada à Rádio Gazeta AM, a ausência de produtos básicos vem impedindo o atendimento à população e causando a morte de pacientes que ficam sem assistência.

Falta de medicamentos tem impedido o atendimento aos pacientes que chegam ao HGE (Foto: Arquivo)

De acordo com a funcionária, que não quis se identificar, estariam em falta medicamentos como hidrocortisona, tramal comprimido, captopril, omeprazol, cedilanide, ácido ascórbico, fenitoína, solução glicerinada e óleo mineral. Na parte clínica da área vermelha, destinada aos casos mais graves que chegam à unidade de saúde, não existem equipamentos básicos como respiradores e máscaras. A superlotação no local também seria frequente.

“Esse setor é para seis pacientes, mas tem 60, 54. As pessoas morrem sem assistência. Alguns passam até quatro dias sem medicação”, diz a funcionária, na denúncia feita por escrito.

O outro lado 

De acordo com a diretora-geral do HGE, Verônica Omena, as informações não procedem. Ela explicou que a instalação de um novo sistema tem feito com que a distribuição dos remédios na unidade aconteça de forma racionada, conforme as necessidades dos pacientes, medida com a qual os funcionários ainda não se acostumaram.

“Não está faltando medicamentos. O que tem ocorrido é a distribuição deles de forma racionada, para cada paciente. Houve algumas mudanças no hospital e um novo sistema para que o material seja distribuído de forma organizada foi instalado. Todas as demandas que chegam à farmácia são providenciadas para que nenhum paciente fique sem medicação”, conta Verônica Omena, ao destacar que o servidor que denunciou a falta de produtos no HGE desconhece a existência desse novo sistema que vem sendo utilizado.

Ainda segundo Verônica, a superlotação na unidade de saúde não é um problema que acontece somente em Alagoas, mas em todo o país, principalmente devido à falta de atendimento na atenção básica. “O HGE não é um problema, mas uma solução para a população do Estado. A superlotação é uma coisa que acontece em todo o Brasil”, afirma.

 

Reprodução Gazetaweb.

 

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