Governo propõe salário mínimo 6,6% mais alto para 2014, a R$ 722,90

Peça orçamentária deve ser votada pela Câmara e pelo Senado até o fim do ano. Reajuste passa a valer em 1º de janeiro de 2014

 

MAX LEONE
29/08/2013

Rio – Trabalhadores, aposentados, pensionistas e segurados do INSS que recebem o salário mínimo terão uma correção de 6,62% a partir de 1º de janeiro do ano que vem. O valor do piso nacional subirá dos atuais R$ 678 para R$ 722,90, segundo o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) encaminhado ontem pelo governo ao Congresso Nacional. O reajuste vai beneficiar mais de 70 milhões de brasileiros, entre empregados da iniciativa privada e aposentados e pensionistas.

A proposta foi apresentada nesta quinta-feira pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A previsão de aumento segue o mecanismo usado nos últimos anos para reajustar o salário mínimo. O governo considera a inflação deste ano, medida pelo INPC, e mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior, no caso, 2012. Criado pelo governo Lula e mantido pela presidenta Dilma Rousseff, o modelo integra a política permanente de valorização do salário mínimo.

“O novo valor (do mínimo) incorpora a regra de valorização do salário mínimo que tem sido uma política importante de alavancagem da renda das famílias no Brasil, que tem nos levado a patamares de qualidade de vida muito superiores”, disse a ministra.

Miriam Belchior entregou a proposta de Orçamento 2014 a Renan Calheiros, presidente do Senado Foto: Jane Araújo / Agência Senado

Correção pode ser alterada

A correção final pode ser alterada. A proposta será votada pelo Congresso Nacional e depende do fechamento do índice da inflação no fim do ano. O valor apresentado ontem é superior ao previsto inicialmente pela proposta do governo, que estava em R$719,48 e foi alterada, representando alta de 0,48%.

Além de aposentadorias, pensões e salários de trabalhadores, a correção do salário mínimo também serve de parâmetro para outros benefícios sociais, como o abono do PIS/Pasep e o auxílio-desemprego. Com a virada do ano, os beneficiários também começam a receber o valor maior do abono e do seguro.

Impacto na economia

O reajuste do mínimo terá um impacto de R$19,2 bilhões na economia.

Recursos para saúde

O Ministério da Saúde será a pasta que vai receber mais recursos em 2014, com R$ 80,65 bilhões. O valor é de quase R$ 4 bilhões a mais do 2013.

Previsão para o PIB

O governo prevê um crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB), que, em valores nominais, serão de R$ 5,2 trilhões.

Inflação de  5%

A previsão da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 5% neste ano.

Menos investimentos

Pela proposta orçamentária, os investimentos da Petrobras no país para o próximo ano vão sofrer uma redução de R$800 milhões.

População passa dos 200 milhões

A população brasileira cresceu. De acordo com dados do IBGE, o número estimado de habitantes no país atingiu 201.032.714. Os dados são relativos ao mês de junho deste ano. Segundo o levantamento do instituto, são 7.085.828 pessoas a mais em comparação com pesquisa feita em julho de 2012, quando a população estava estimada em 193.946.886.

Dos estados brasileiros, São Paulo é o mais populoso do país com 43,6 milhões de habitantes. Em seguida vem Minas Gerais com 20,5 milhões de residentes. O Rio de Janeiro é o terceiro e possui 16,3 milhões de habitantes, segundo os dados do IBGE.

País terá 54 milhões de idosos

Projeção do IBGE mostra que um quarto da população brasileira será de pessoas com mais de 65 anos em 2060, ou seja: 54,5 milhões. A população chegará a um total de 218,2 milhões.
O ápice da estimativa populacional do país será atingido em 2040, com 228,3 milhões de habitantes.

Segundo o instituto, a expectativa de vida do brasileiro ao nascer atingiu 71,2 anos para homens e 74,8 para mulheres em 2013. Em 2060, esses números sobem para 77,8 anos, no caso dos homens, e 81 anos para as mulheres, um ganho de 6,6 anos de vida para o sexo masculino e 6,2 anos para o feminino.

 

Reprodução O Dia online.

 

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