Movimentos fazem protesto e oficiais cumprem mandados em terreno

Trabalhadores rurais seguiram em marcha até a Sinimbu; famílias devem resistir à reintegração na Santa Lúcia

 

18/06/2013

Gazeta Web

 

Integrantes de movimentos sociais concentraram-se, na manhã desta terça-feira (18), em frente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibama), situado na Avenida Fernandes Lima, em Maceió, e seguiram em marcha em direção à praça Sinimbu, no Centro. Em tom de protesto, os trabalhadores cobram a entrega de casas populares a milhares de famílias que estariam desabrigadas na capital alagoana.

De acordo com o coordenador do Movimento Via do Trabalho (MVT), Marcos Antônio da Silva, o “Marrom”, oficiais da Justiça se deslocaram, no início da manhã, até o terreno da Santa Lúcia ocupado por vários desabrigados desde o dia 27 de maio. Eles estiveram acompanhados de policiais militares, para cumprimento de mandado de reintegração de posse, que, no entanto, acabou adiado, frente à resistência das famílias, que dizem que não deixarão a área.

Manifestantes se concentraram na sede do Ibama (Foto: Jonathas Maresia)

 

A reintegração, segundo o coordenador do movimento, causou revolta nos agricultores e acabou motivando a marcha em defesa da reforma agrária e da reforma urbana, com o lema é “Terra para plantar e casa para morar”. “Inclusive, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não se posiciona em relação aos manifestantes. Agora iremos acampar na praça até obtermos uma reposta do Incra e do governo do Estado”, explicou Marrom.

Mais de três mil famílias ocupam uma área de 50 hectares, pertecente a uma construtora, na Santa Lúcia, onde os manifestantes logo ergueram barracas e tendas, ‘loteando’ o terreno.

O MVT argumenta ainda que mais de sete mil cadastros – relativos a famílias desabrigadas na capital e interior – foram entregues na sede da Prefeitura de Maceió, na última quarta-feira (12). Quando questionado sobre o grande número de famílias que teriam direito à casa própria, Marcos Antônio frisou que o governo prometera a entrega de moradias e que os trabalhadores lutam há mais de 10 anos pela causa.

Além do Movimento Via do Trabalho, o protesto conta também com o apoio de membros do Movimento de Luta pela Terra (MLT).

 

Matéria retirada do Portal Gazeta Web.

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