Mulheres da CUT-AL preparam ato para 25 de novembro – Dia internacional de combate à violência contra as mulheres

Mulheres sindicalistas que fazem parte de sindicatos cutistas realizaram uma reunião para preparação do ato do Dia 25 de novembro – Dia internacional de combate à violência contra as mulheres. O Sindprev-AL esteve presente, colaborando com as discussões.

No Dia 25 de novembro haverá manifestação em frente ao Antigo Produban, no Calçadão do Comércio de Maceió, a partir das 9 horas da manhã. Como parte das atividades haverá  performance do grupo de cultura, panfletagem, ciranda, batucada com Maracatodos, caminhada pelo Comércio ate a secretaria da Mulher, onde está previsto uma audiência com a representante dessa Secretaria. A atividade é construída pela Secretaria da Mulher da CUT e Marcha Mundial das Mulheres

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Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher

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O dia 25 de novembro foi declarado Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, no Primeiro Encontro Feminista da América Latina e Caribe realizado na cidade de Bogotá em 1981, como justa homenagem a “Las Mariposas”, codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960.

Minerva, Pátria e Maria Tereza ousaram se opor à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, uma das mais violentas da América Latina. Por tal atitude, foram perseguidas e presas juntamente com seus maridos. Como plano para assassiná-las, uma vez que provocaram grande comoção popular enquanto estavam presas, o ditador acabou por libertá-las, para em seguida simular um acidente automobilístico matando-as quando iam visitar seus maridos no cárcere. Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício estranguladas e com ossos quebrados.

A notícia do assassinato escandalizou e comoveu a Nação. Suas idéias, porém, não morreram. Seis meses mais tarde, em 30 de maio de 1961, Trujillo é assassinado e com ele cai a ditadura. Inicia-se, então, o processo de libertação do povo dominicano e de respeito aos direitos humanos, como quiseram Pátria, Minerva e Maria Tereza, cuja memória converteu-se em símbolo de dignidade, transcendendo os limites da República Dominicana para a América Latina e o mundo.

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