Pedido de suspensão de aumento de passagem é aceito por seis meses

Estudantes querem redução da passagem para R$ 2,10; passe-livre e tarifa zero nos finais de semana

Ana Paula Omena
01 Jul de 2013

 

O desembargador James Magalhães deferiu nesta segunda-feira o pedido de suspensão por um período de seis meses acerca do aumento da tarifa da passagem de ônibus da capital alagoana de R$ 2,30 para 2,85.

Reunião entre presidência do TJ e estudantes do Movimento Passe-Livre nesta segunda. Foto: Sandro Lima

De acordo com o agravo de instrumento lido durante a audiência de hoje entre o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), José Malta Marques e lideranças do Movimento Passe-Livre, o deferimento do pedido pelo prazo de seis meses para juntar documento aos autos foi feito para a realização de conciliação entre as partes envolvidas para que deste modo seja finalizado um acordo.

A Transpal solicitou a suspensão para que os empresários possam cobrar desoneração de impostos. A desoneração deve ocorrer até este mês, já é o período de aumento do salário dos rodoviários. O Estado havia prometido redução de taxas para o setor de transporte.

Na audiência desta segunda-feira, o presidente do TJ recebeu uma comissão de estudantes do Movimento Passe-Livre que cobram redução da tarifa de R$ 2,30 para 2,10. Eles querem também passe-livre para estudantes e tarifa zero nos finais de semana.

Um dos integrantes do movimento, Lindinaldo Freitas enfatizou que o objetivo da reunião foi o de tentar barrar a tarifa de ônibus atual. Segundo o estudante de economia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o aumento tarifário não condiz com a realidade do transporte público de Maceió.

“Queremos aprofundar a discussão pela redução da passagem, passe-livre e a tarifa zero nos finais de semana”, frisou. O arquiteto Daniel Barros, que também é membro do Movimento, destacou que em 56 cidades do mundo a tarifa gratuita já seja uma realidade, “Os estabelecimentos como lojas e shoppings também devem pagar esta conta, são milhares de clientes que se utilizam do ônibus para estes locais”, disse, mencionando o exemplo de cidades em que já acontece a tarifa-zero.

O desembargador Tutmés Airan que estava presente na audiência, sugeriu aos integrantes do Movimento Passe-Livre que acionassem o Ministério Público Estadual (MPE) para que fosse feita uma petição requerendo a cassação de liminar que mantém o valor vigente da passagem de ônibus na capital alagoana.

 

Reprodução Tribuna Hoje.

Print Friendly, PDF & Email

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *